Domingo, Maio 27, 2012

ANSIÃO - 02 de Junho de 2012

Agradecemos a todos os amigos que queiram honrar-nos com a sua presença.

Sábado, Maio 12, 2012

PORTO - 26 de Maio





Agradecemos a todos os amigos que se dignem honrar-nos com a sua presença

Quinta-feira, Maio 03, 2012

VISEU - Dia 19 de Maio


Agradecemos a todos os que nos quiserem honrar com a sua presença.

Sábado, Abril 28, 2012

APELO

(imagem recolhida na internet)

Ó tu, deusa maior da lusa gente,
Que, nas histórias vivas do passado,
Ousaste, com olhar mais indulgente,
Deixar-nos ver da terra um outro lado;
.
Ó tu, Moira seráfica, sem tempo,
Chegada à Lusitânia noutra era,
Que deste aos portugueses mor alento,
Capaz de derrotar qualquer Quimera;
.
A nós, que somos filhos desse povo
A quem, por protecção de Juno e Marte,
Deixaste que chegasse a toda a parte,
.
Tecida a nossa vida em fio novo,
Demonstra que a coragem doutros tempos
Apenas nos deixou por uns momentos.
.

Vítor Cintra
Do livro: ENTRE O LONGE E O DISTANTE

Sexta-feira, Abril 20, 2012

COIMBRA - 26 de Abril de 2012




Agradecemos a todos os que nos queiram honrar com a sua presença.

Segunda-feira, Abril 16, 2012

GUIMARÃES

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Ecoam, pelas pedras da muralha,
As vozes, quer de nobres quer da plebe,
Que entraram, lado a lado, na batalha
Travada, com arrojo, em São Mamede.
.
Ecoam os apelos à coragem,
À luta, muito embora desigual,
Que, ousando pôr um fim à vassalagem,
Fundou um novo reino em Portugal.
.
Ecoam os lamentos, mais profundos,
De dor, as orações p'los moribundos
E mortos, que tombaram no combate.
.
Ecoa, ainda, o grito de "Vitória!"
Daqueles cuja voz, como memória,
As pedras são o eco e o resgate.
.
Vítor Cintra
Do livro: MEMÓRIA DAS CIDADES

Sexta-feira, Abril 06, 2012

PÁSCOA FELIZ






Votos sinceros de uma PÁSCOA FELIZ

Segunda-feira, Abril 02, 2012

PORTO


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Antiga, quer na História, quer na gente,
Jamais o teu passado será morto;
E, seja no futuro ou no presente,
Serás sempre a Invicta, nobre Porto.
.
Há muitos, muitos anos, junto ao Douro,
Fundaram-te, subindo encosta acima;
Co' o rio fez-se eterno o teu namoro,
É ele que, banhando-te, te mima.
.
Chamaram-te cidade do trabalho
Por ser tão empenhada no labor
A gente, que em ti vive, e ao redor;
.
As cepas, fecundadas pelo orvalho,
Das margens do teu rio, são penhor,
De quanto há no teu pão pago em suor.
.
Vítor Cintra
Do livro: MEMÓRIA DAS CIDADES

Segunda-feira, Março 26, 2012

ANADIA - Apresentação no dia 31 de Março de 2012

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Agradecemos a todos os amigos que queiram dar-nos o prazer da sua presença.
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Sábado, Março 10, 2012

AVEIRO - Apresentação no dia 23 de Março de 2012

.

Agradecemos a todos os amigos que nos honrarem com a sua presença

Segunda-feira, Fevereiro 20, 2012

FADO

(imagem recolhida na internet)

(Dedicado a Ana, Flor de Lácio)



Desde os tempos da mourama


Que nas vielas ecoa.


Andou p’los beco de Alfama,


Invadiu, depois, Lisboa.






No chorar em que as guitarras


O tornaram pioneiro,


O Fado, soltando amarras,


Partiu rumo ao mundo inteiro.






Foi primeiro em caravelas


Para terras bem distantes


E, com vestes mais singelas,


Foi, depois, co’ os emigrantes.






Foi canção de gente pobre.


Cantou mágoas e tristeza.


Ao crescer tornou-se nobre.


Canta a alma portuguesa.


 
Vítor Cintra

Do livro: AO SABOR DO INSTANTE

Sexta-feira, Fevereiro 03, 2012

GUIMARÃES - Capital Europeia da Cultura


Agradecemos a todos aqueles que nos quiserem honrar com a sua presença

Sábado, Janeiro 28, 2012

MOSTROU-TE

(imagem recolhida na internet)
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Mostrou-te a vida um sorriso
Quando soubeste entender
Que vale a pena viver
Com pouco, além do preciso.
.

Mostrou-te a vida a beleza
Das coisas simples do mundo,
Cujo sentido é profundo
Dentro da mãe natureza.

Mostrou-te a vida a ternura
Que sempre se faz sentir
Olhando a rosa a florir;

Mostrou-te toda a candura
Que surge, feita bonança,
Nos olhos duma criança.

Vítor Cintra
Do livro: MURMÚRIOS

Quarta-feira, Janeiro 11, 2012

Biblioteca Municipal de Alvaiázere


Agradecemos a todos os que nos quiserem honrar com a sua presença. 

Terça-feira, Janeiro 03, 2012

* CRESCER *



Ontem mesmo fui criança;
Fiz a ‘scola,
Joguei bola;
É bem viva esta lembrança.
E, num sonho deslumbrante,
O futuro
Vi seguro,
Quis ser homem, um gigante.

Ao tornar-me adolescente
Tive esp’rança
Na mudança;
Do futuro fiz presente,
Vi a vida muito cedo;
Vivi longe,
Como monge;
Fiz a guerra e tive medo.

Só então fiquei adulto;
Noutro mundo,
Mais fecundo,
Fiz-me um homem, não um vulto.
Vivi sempre a liberdade
Com respeito,
P’lo direito.
Só não tive mocidade.


Vitor Cintra

do livro: ENTRE O LONGE E O DISTANTE

Quarta-feira, Dezembro 28, 2011



Para todos os amigos

Quinta-feira, Dezembro 15, 2011



Votos de um FELIZ NATAL, com muita paz, saúde e amor para todos

Segunda-feira, Dezembro 05, 2011

Amanhã

(imagem recolhida na internet)

Mostra-se amargo o presente
Quando o silêncio, ditado
Pela ganância, consente
Que exista fome a seu lado.

Mostra-se negro o futuro
Que a escuridão, no passado,
Fundamentou inseguro
Por ser de mágoas marcado.

E porque hoje se sente
Que o tempo está balizado
Pelo que é certo, ou errado,

Entendo eu, de repente,
Que é quase certo ser duro
Esse amanhã, que procuro.

Vítor Cintra
Do livro: FRAGMENTOS

Sexta-feira, Novembro 25, 2011

«MEMÓRIA DAS CIDADES»

No próximo dia 4 de Dezembro, acontecerá o lançamento simultâneo dos livros «Memória das Cidades» de Vítor Cintra e «Máscara da Luz» de António MR Martins.
A cerimónia de lançamento em simultâneo, de ambos os livros foi decidida, de comum acordo, pelos autores e pela editora, para destacar o facto de cada um dos livros ser o quinto, que a Editora Temas Originais publica, de cada um dos autores.

A cerimónia terá lugar no Auditório do Campo Grande, nº 56, em Lisboa, pelas 16,00 horas, e a entrada é livre.

Segunda-feira, Novembro 21, 2011

FALAR

(imagem recolhida na internet)


Não tenho que falar com mil cuidados
Pensando se a palavra é ofensiva
Só porque tu, de forma compulsiva,
Em todas as palavras lês recados.

Nem devo questionar-me se o que entendes,
Distante embora da realidade,
Terá mais ligação com a verdade
Do que essas ilações a que te prendes.

Só falo com franqueza, abertamente,
Sem pôr meias palavras de permeio,
Mas sem dos teus melindres ter receio;

Bem sei que gostas mais de quem te mente,
Promete isto e aquilo e mais o mundo,
Embora tudo esqueça, num segundo.

Vítor Cintra
Do livro: FRAGMENTOS

Sexta-feira, Novembro 18, 2011

Nas margens do desejo

(imagem recolhida na internet)

Nas margens do desejo
o sono vagueia a noite,
em passos de inquietude.

Com requebros concupiscentes
Vénus,
esgueirando-se, irrequieta,
dobra as esquinas da fantasia,
em ânsias de sedução.

Destino desenha cinzentos de desesperança
nas encruzilhadas da ilusão.

Os deuses, porém, perdem-se na escuridão.

Vítor Cintra
Do livro: Nas brumas da magia

Segunda-feira, Novembro 14, 2011

São teus

(imagem recolhida na internet)




São teus


os olhos que vestem o sonho de azul.




Escolhos,


ou véus,


da alma desnuda,


que vê e rejeita, ou aceita,


os ventos de sul.




São teus


os olhos que sentem,


com visão que abarca e descarta,


quimeras que mentem


envoltas em tule.




Vítor Cintra


Do livro: Nas brumas da magia

Quinta-feira, Novembro 10, 2011

Mulher

(imagem recolhida na internet)
A Natureza modelou,
nas formas do teu corpo,
a beleza de gerações.

Cinzelando com precisão,
talhou-te a face delicada,
rasgou-te o sorriso sedutor,
acendeu-te o fogo do olhar,
ergueu-te o pescoço esbelto,
ornando-os com o perfume dos teus cabelos.
Com rasgos de génio,
elevou-te os seios sensuais,
alisou-te o ventre fértil,
torneou-te as coxas soberbas,
alongou-te a elegância das pernas
tornando-te um mito, chamado mulher.

Ao dotar-te de sensibilidade,
Deus transformou-te na obra-prima da Criação.

Vítor Cintra
Do livro: Nas brumas da magia

Domingo, Novembro 06, 2011

DESABAFOS

Em folhas de papel, meus desabafos
Contam os passos
Que dei na vida,
E nesse caminhar, muitos segredos
Falam de medos,
E despedida.
.
Deixados ao acaso, os pensamentos,
Recordam tempos
Da mocidade,
E desse caminhar, dos tempos idos,
Porque sentidos,
Surge a saudade.
..
Vítor Cintra
Do livro Entre o Longe e o Distante

Segunda-feira, Outubro 31, 2011

A M A R

(imagem recolhida na internet)

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Amar é estar em noca estada,
É sim, é não, é tudo, é nada;
É vir, partir, recomeçar,
É rir, chorar, é recordar.

É sol, é chuva, é dar sem ter,
É bom, é mau, razão de ser,
É paz, é guerra, é ilusão,
É doce amargo, dom, paixão.

É céu, é terra, é mar, é vento,
É luz, calor, deslumbramento,
É força, é dor, é uma miragem.

É vida e morte, é renascer,
É querer, sem crer e sem descrer,
É fé, é culto de uma imagem.

Vítor Cintra
Do livro: PEDAÇOS DO MEU SENTIR

Segunda-feira, Outubro 17, 2011

ILUSÃO

Existe, numa terra bem distante,
Num reino que surgiu num faz de conta,
Senhora de capricho intolerante,
A deusa cujo trato nos afronta.
.
Nascida do desmando, ou de loucura,
Criada por prazer, ou por ganância,
Colheu, nos maus caminhos, amargura,
Deixada a castidade na infância.
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Mas quando, nesse mundo que a oprime,
A fama, que gerou, não a redime,
Sucumbe, por fracasso, na penúria.
.
Partindo, numa busca desregrada,
Encontra, no caminho ruma a nada,
A sua condição de ser luxúria.
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Vítor Cintra
Do livro: ECOS

Sábado, Outubro 08, 2011

DIADEMA

(Imagem recolhida na internet)
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No diadema de encanto,

que te cinge a fronte,

tomou lugar a magia, que gera devaneios.

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Todos os mistérios do ser,

que em ti se cruzam,

são ímpetos de vida,

prenúncios de paraísos.

.

Há em ti, mulher,

o fascínio de mil e uma noites

fantasiadas de emoção.

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Vítor Cintra

Do livro: Nas brumas da magia

Sábado, Outubro 01, 2011

DESAFOROS

(Imagem recolhida na internet)
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São desaforos de mim
Esses teus ais, ou suspiros,
Como se fossem respiros
Do coração, sem ter fim.
.
São desaforos de mim
Essas visões, encantadas,
Entre bafejos, tornadas
Como cicuta ruim.
.
São desaforos de mim
Esses sentires, eivados
De tantos sonhos, deixados
Ao guizalhar de arlequim.
.
Vítor Cintra
Do livro: ENTRE O LONGE E O DISTANTE

Quarta-feira, Setembro 28, 2011

PEQUENEZ

(Imagem recolhida na internet)
.
Não são, nem nunca foram, importantes
As causas que tu dizes cruciais,
Mesquinhas sim, até deselegantes,

Mas isso só, apenas, nada mais.
.
Os dramas, esses dramas pequeninos,
Porque alguém diz que disse, ou porque fez,

São nada, nem sequer são genuínos,
Nem valem que se diga «era uma vez...»
.
Se toda a tua vida for só isso,
Lamenta a erosão do teu viver
E trata de arranjar o que fazer.
.
O tempo leva modas e feitiço,
Mas nunca levará a mesquinhez
De quem a não sacode de uma vez.
.
Vítor Cintra
Do livro: PASSAGENS

Sábado, Setembro 24, 2011

DESESPERO

(Imagem recolhida na internet)
.
Num certo dia, bem cedo,
Quando se ergueu, manhãzinha,

Viu-se a criança sozinha,
Abriu-se a porta do medo.
.
No rosto lágrimas, dor,
Chamando com desespero:
«Mãezinha!... Mãe, eu te quero!...
Mãe, onde estás?... Por favor...»
.
Num choro tão soluçado,
O coração, apertado,
Cativo desse abandono,
.
Foi, num passito apressado,
Perder-se num mundo errado,
Medrosa do próprio sono.
.
Vítor Cintra
Do livro: FRAGMENTOS

Terça-feira, Setembro 20, 2011

VELHICE

(imagem recolhida na internet)

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Vendo passar o teu tempo

Sabes que a vida se escoa.

Sentes no peito um lamento,

Marcas de dor que magoa.

.

Náufrago duma saudade,

Noiva do tempo lembrado,

Dobres no sino da idade

Tornam presente o passado.

.

Vives das tuas memórias,

Olhas o mundo à distância,

Voltas ao tempo de infância.

.

Mágoas e muitas histórias,

Perdem-se no teu caminho,

Velho, que vives sozinho.

.

Vítor Cintra

Do livro: ENTRE O LONGE E O DISTANTE

Sexta-feira, Setembro 16, 2011

DESENGANO

(imagem recolhida na internet)
.

Vivendo só de sonhos se perdeu
A força que, trazida por Perseu,
Chegou, um dia, à terra lusitana;

E, sem pensar que a sorte era madrasta,
Julgando que Fortuna não se gasta
Agimos da maneira mais insana.
.
O Pégaso, que Ulisses cavalgou,
Que o mar em caravela transformou,
Connosco a percorrer os oceanos,
Deixou-nos, indo em busca de outro deus,
Dispondo-se a servir somente Zeus,
Ao ver que apenas éramos humanos.
.
Vítor Cintra
Do livro: ENTRE O LONGE E O DISTANTE

Terça-feira, Setembro 13, 2011

PAIXÕES

(imagem recolhida na internet)
.
As mãos que acariciam o teu rosto
E moldam, com ternura, lentamente,
As formas dos teus seios e do ventre,
Acendem-te no corpo um fogo, posto
Em ondas de paixão, que se agigantam.
.
Na ânsia que domina os teus sentidos
E alastra, como fogo, nas entranhas,
Elevas-te mais alto que as montanhas,
Até que te derramas, em gemidos,
Às mãos que te arrebatam e encantam.
.
Vítor Cintra
Do livro: AFAGOS

Sexta-feira, Setembro 09, 2011

REVIVER

(Imagem recolhida na internet)
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Embarga-se-te a voz, de comoção,
Os olhos, marejados, mostram dor,
E todo o teu "viver um grande amor"
Se vai, dentro das tábuas dum caixão.
.
Ceifou-te a morte, a vida por viver,
A alma, que se apaga em solidão
E, por despojos, deixa a sensação
De que nada mais resta do teu ser.
.
Mas há sempre, amanhã, um sol que nasce,
Ainda que de negro, hoje, se vista
O céu, no horizonte que se avista.
.
E, nesse renascer, o homem faz-se
De novas esperanças, em que a vida
Reclama o seu direito a ser vivida.
.
Vítor Cintra
Do livro: FRAGMENTOS


Segunda-feira, Setembro 05, 2011

NOTÍCIA

(imagem recolhida na internet)
.
Andou de mão em mão, de boca em boca,
Correndo o mundo inteiro, coisa louca,
Jornais, televisões, num diz que disse,
Até que ninguém mais o repetisse.
.
Surgiu e fez furor, gerou intrigas,
Cresceu, foi novidade entre as amigas,
Valeu untervenções politiqueiras,
Governo, oposição, tecendo asneiras.
.
Depois de muito brado e muita tinta
Chegou, por fim, o tempo de morrer
Por nada mais haver para dizer.
.
E embora muita gente ainda sinta
Que muito se falou só por malícia,
Diana já deixou de ser notícia.
.
Vítor Cintra
Do livro: AFAGOS

Sexta-feira, Setembro 02, 2011

HOJE

(imagem recolhida na internet)
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Hoje,
Que o pulsar do coração
Pintalgou de ternura
O sonho da esperança,
- Ilusão de poetas -
Sorrio!
.
Hoje,
Que o silêncio das almas
Cavalgou a superfície
Deste mar agitado,
Que é dor de poetas,
Estou só!
.
Hoje,
Que o fragor das ânsias

Arrebatou as ideias
Rasgando saberes
E o sentir de poetas
Perco-me!

.
Hoje,
sorrio,

porque estou só,
mas perco-me!
.
Vítor Cintra
Do livro: ENTRE O LONGE E O DISTANTE

Quinta-feira, Agosto 18, 2011

ENTARDECER

(imagem recolhida na internet)
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No ábaco da vida quis somar
Os dias do meu breve entardecer,
A alma recusando-se aceitar
Que o sol se ponha para anoitecer.
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Não há eternidade no sentir
Se não houver palavras a dizer
Às novas gerações que, no sorrir
Se mostra haver ciência de viver.
.
Mas, na calculadora da existência,
São tantas as parcelas de experiência
Que a soma se traduz desajustada;
.

Por isso, ouvindo a voz da consciência,
Deixei as referências da jornada,
Em jeito de poesia, revelada.
.
Vítor Cintra
Do livro: FRAGMENTOS

Domingo, Agosto 14, 2011

AVÔ

(imagem recolhida na internet)
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Quantas farturas tão parcas;
Quantas carências vividas;
Quantas angústias sentidas,

Para gravar essas marcas.
.
Marcas que a vida deixou
Nesse teu rosto enrugado,
Onde se lê que o passado
Te foi difícil, avô.
.
Mas, no caminho dos anos,
Nem mágoas, nem desenganos,
Te viram perder o norte;
.
Nem foram razão bastante
P'ra te lançar num errante
Caminho, buscando a sorte.
.
Vítor Cintra
No livro: AFAGOS


Quarta-feira, Agosto 10, 2011

MESQUINHEZ

(imagem recolhida na internet)
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Não são, nem nunca foram, importantes
As causas, que tu dizes cruciais;
Mesquinhas sim, talvez deselegantes,
Mas isso só, apenas, nada mais.
.
Os dramas, esses dramas pequeninos,
Porque alguém diz que disse, ou porque fez,
São nada, nem sequer são genuínos,
Nem valem que se diga «era uma vez...»
.
Se toda a tua vida for só isso,
Lamenta a erosão do teu viver
E trata de arranjar o que fazer.
.
O tempo leva modas e feitiço,
Mas nunca levará a mesquinhez
De quem a não sacode de uma vez.
.
Vítor Cintra
Do livro: PASSAGENS

Sexta-feira, Agosto 05, 2011

SONHOS

(imagem recolhida na internet)
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Nasceram nos teus olhos tantos sonhos
No tempo em que a infância, descuidada,
Vivia cada um pequeno nada
Em rostos desgrenhados, mas risonhos.
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O mundo confinado à outra margem
Do rio que, correndo docemente,
Servia de recreio, frequente,
Em muitas incursões da miudagem.
.
Não vinham dos adultos mais perigos
Do que esses que eram fruto dos castigos
Punindo, sem rigor, as traquinagens;
.
Mas muitos desses sonhos, que surgiam
À luz desses teus olhos, que sorriam,
Morreram, engolidos por voragens.
.
Vítor Cintra
Do livro: PASSAGENS

Sexta-feira, Julho 29, 2011

Soltam-se as amarras...

(imagem recolhida na internet)
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Soltam-se as amarras do desejo,
num tempo,
sem tempo ou memória,
arrebatando a alma.
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O delírio
envolve a fragrância do devaneio,
decapitando resistências.
.
À flor da pele serpenteiam sabores.
.
Os sentidos,
respirando trinados,
ecoam fantasias.
.
No ar,
vazio de visões,
atropelam-se, agigantando-se,
ávidas emoções.
.
No cume,
há impulsos piroclásticos
que abalam os corpos.
.
No silêncio repousam quietudes.
.
Vítor Cintra
Do livro: NAS BRUMAS DA MAGIA

Segunda-feira, Julho 25, 2011

ABANDONO

(imagem recolhida na internet)
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Cai a chuva, forte, fria
E ao romper a madrugada
Surge, à luz do novo dia,
A criança abandonada.
.
O farrapo que lhe cobre
O corpinho, emagrecido,
Não servia a outro pobre,
De tão velho, tão poído.
.
Sem amor de pai e mãe,
Sem cuidados, sem carinho,
Sem destino, nem caminho.
.
Que futuro espera alguém
Tão pequeno e tão sozinho,
Co' o descaso por vizinho?
.
Vítor Cintra
Do livro: PEDAÇOS DO MEU SENTIR

Quinta-feira, Julho 21, 2011

VENTO

(imagem recolhida na internet)
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Vento
Que, em brisa suave,
Acaricias o nosso amor,
Quando um dia,

Irmão de mágoas,
Aqui voltares,
Lembra-te

Que aqui nos viste
Amar
E murmurar juras eternas.
E, vento,
Se ela as quebrar,
Solta então a tua fúria
Para que o eco,
O cheiro
E o sabor,
Deste amor,
Se dispersem pelo infinito
E ela sinta
Que, aqui,
De mim,
Nada restou.
.
Vítor Cintra
Do livro: PEDAÇOS DO MEU SENTIR

Domingo, Julho 17, 2011

As Mulheres

(imagem recolhida na internet)

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As mulher's são o diabo,

Quem de nós vai entendê-las?

Nem o demo, que é safado,

Conseguiu lidar com elas.

Mesmo assim, está provado,

Quem as tem não quer perdê-las.


Até pode ser loucura,

Mas se nelas há ternura,

Nenhum homem quer a cura.


Vítor Cintra

Do livro: FRAGMENTOS

Quarta-feira, Julho 13, 2011

EGOÍSMO

(imagem recolhida na internet)


EGOÍSMO

Sou pedra implantada à beira mar,
Sofrendo as investidas da maré,
Sentindo, lentamente, esboroar
A terra firme que me tem de pé.

Viver, a vida toda, em solidão,
Ter gente à volta mas vivendo só,
É ter, do mundo, toda uma visão
De tronco morto, que caiu no pó.

Gritar ao mundo, raiva, desespero,
Calando mortes, lágrimas e dor,
É grito tolo, grito de egoísmo;

É como ter, apenas, o que quero
Sem ter terra firma de amor
Que evite a queda certa no abismo.


Vítor Cintra

do livro “ Ao Acaso “

Sábado, Julho 09, 2011

MINHA AMADA

São belos os teus olhos, minha amada,
E terno o teu sorriso, refrescante;
Ao longe, o teu cabelo, esvoaçante,
Transforma-te em visão quase encantada.
.
E quem te vê passar, mesmo apressada,
No teu andar ligeiro, cativante,
Não deixa de notar, no ar dançante,
Encanto de quem vive apaixonada.
.

No porte, minha bela, esse encanto,
Que deixa toda a gente deslumbrada
E põe qualquer rival enciumada,
.
Aumenta esta paixão, que cresce tanto,
Ao ponto de não ver, nem fazer nada,
Além de idolatrar-te, minha amada.
.
Vítor Cintra
Do livro: FRAGMENTOS

Terça-feira, Julho 05, 2011

DISTÂNCIA

(imagem recolhida na internet)

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À distância dum momento

Ou, quiçá, da eternidade,

Se descobre a faculdade

De entender o sofrimento.

É com esse entendimento,

Que se tem facilidade

De saber que a liberdade

Vai além do sentimento.

.

À distância dum momento

Ou, quiçá, da eternidade,

Ficam nomes, que a saudade

Nos deixou, qual documento;

Invadindo o pensamento

Vão, por acto da vontade,

Atestando que a verdade

Vai além do sentimento.

.

Vítor Cintra

Do livro: PEDAÇOS DO MEU SENTIR

Sexta-feira, Julho 01, 2011

Fragrâncias

(imagem recolhida na internet)
.
Fragrâncias de intimidade
transbordam desejos
que a sensualidade respira.
.
Vestem-se de toques subtis, os sentidos,
despertando,
no limite dos suspiros insinuados,
o arrebatamento da paixão.
.
No sublimar dos corpos em fusão,
o Universo pára, num curto infinito,
inebriado,
na visão das estrelas.
.
Vítor Cintra
Do livro: NAS BRUMAS DA MAGIA

Segunda-feira, Junho 27, 2011

Gesto

(imagem recolhida na internet)
.
Nesse gesto de carinho,
que irradia
um perfume a rosmaninho,
que inebria,
há um corpo de mulher,
que me abraça,
e um desejo que, ao crescer,
me embaraça.
.
Há um rosto que eu afago, com ternura,
e uns lábios que me beijam, com doçura.
.
E no fogo que, entre os corpos, se acendeu,
há um mundo de mistérios, todo meu.
.
Vítor Cintra
Do livro: NAS BRUMAS DA MAGIA

Quinta-feira, Junho 23, 2011

MONHOS

(imagem recolhida na internet)

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Mistérios se agitam

Na terra dos sonhos.

São tantoa os monhos

Que as mentes levitam.

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São peixes que voam

E aves que nadam,

São homens que fadam,

Silêncios que soam.

.

Por força das mentes

Despertam sentidos.

Há mundos sorvidos

Por corpos frementes.

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Vítor Cintra

Do livro: PEDAÇOS DO MEU SENTIR

Sábado, Junho 18, 2011

VIDAS

(imagem recolhida na internet)

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Já desde os bancos da escola,
De calção curto e sacola,

Era o melhor companheiro.

Com ar gingão, magricela,

Quedava-se à espera dela,

Quando saía primeiro.

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Vestindo bata de chita,

Sorriso alegre, bonita,

Nos olhos brilho de brasas.

Até na bata, rodada,

A borboleta bordada,

Mostrava força nas asas.

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Por entre juras, carinhos,

Mas por diversos caminhos,

Alicerçaram as vidas.

E, no viver à distância,

Ganharam mais importância

As emoções já sentidas.

.

Anos depois, já passados,

Vida e amor partilhados,

Juntando filhos e netos,

Confessam terem vivido,

O tal amor desmedido,

De dois amantes dilectos.

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Vítor Cintra

Do livro: ENTRE O LNGE E O DISTANTE

Terça-feira, Junho 14, 2011

DISTANTE

(imagem recolhida na internet)

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Distante

De ti e do mundo,

Ganhei um profundo

Sentido do ser.

.

E a vida,

Que desde o começo

Guarde, num recesso

Só meu, de viver

Errante,

Surgiu triunfante.

.

Rendida

Ao dom de escrever.

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Vítor Cintra

Do livro: ENTRE O LONGE E O DISTANTE

Sexta-feira, Junho 10, 2011

FASCÍNIO

(imagem recolhida na internet)

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Navegando a toda a hora

Num esforço sem quebranto,

Fomos rumo ao mar de fora

Onde os mundos são de espanto.

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Sob o signo de desgraças

A coragem foi o manto.

Desprezàmos ameaças

E tragédias, feitas pranto.

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Com fascínio tão visível,

Ora medo, logo encanto,

Só o mar tornou possível,

A tão poucos, fazer tanto.

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Vítor Cintra

Do livro: PEDAÇOS DO MEU SENTIR